Rap e sua influência na Politica
- Kelvin Raiback
- 26 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de dez. de 2022
‘‘O Rap é compromisso, não é viagem’’
-Sabotage
O rap como manifestação artista e forma de protesto político, social e cultural, traz com sigo letras de resistência e crítica ao sistema que oprime e condiciona os grupos minoritários dentro da sociedade como negros, mulheres, lgbts, indígenas e principalmente os mais vulneráveis.
Sua história começa na Jamaica na década de 60 nos guetos jamaicanos, e foi levado para os Estados Unidos na década de 70 para os bairros mais pobres de Nova York, onde em sua maioria haviam jovens negros e hispânicos. As letras marcantes retratando o sofrimento e opressão da classe mais pobre e a forma de protesto fez sucesso nos subúrbios americanos, onde foi introduzido com outras manifestações artística como o hip hop, grafitt e coreografias icônicas.
No Brasil o rap chegou na década de 80, onde os primeiros shows eram no teatro Mambembe pelo Dj Theo Werneck mais não havia muita aceitação já que consideravam algo violento e típico das periferias.
Somente na década de 90 o Rap ganhou força e as rádios, assim caindo na graça do grande público fazendo surgir inúmeros cantores e grupos que são conhecidos até hoje como Racionais Mcs, Pavilhão 9 e Gabriel, O pensador. De onde o rap saiu das periferias e conquistou o público no geral, não apenas se limitando os mais pobres.
O rap como protesto político traz em suas rimas e versos a indignação de um povo oprimido que vive a margem da sociedade, onde sofrem inúmeras violências econômica, policial, financeiro e opressão de estado, mas sempre trazem nas letras esperança amor e a vontade de uma sociedade mais justa, igualitária, onde os negros e mais pobres são os protagonistas de suas letras.
Foto/Reprodução
O Rap como manifestação política tem como objetivo retratar a insatisfação ,abuso de poder e coisas sujas que meio política representa.
Um bom exemplo, o grupo Racionais que acaba de ganhar uma série/documentário na Netflix, com letras e melodias marcantes cheias de críticas políticas e social, o grupo aborda inúmeros temas desde abuso policial, desigualdade social, violência, criminalidade, racismo e má fé do poder político.
Com letras marcantes trazem um pouco de indignação e críticas pela situação do país em ambos aspectos sociais, políticos e econômicos, jogando uma luz e fazendo quem ouve suas músicas se questionar de que caminho o país está tomando e colocar na cabeça das minorias tem elas tem seus direitos e devem lutar por eles e não viverem a margem de uma sociedade com mentalidade branca, burguesa e escravagista.


















Comentários